desaprendendo a brincar

Assusta-me a dificuldade em reconhecer qualquer principal refeição, ou mesmo umas que sejam notadamente mais marcantes que outras… Sinto-me escolhendo meio aleatoriamente entre um conjunto muito mal delimitado de ocasiões ao sabor do que me acode à memória.

Afasto as circunstâncias familiares de certa regularidade. Lembro das refeições acampando, no mato.

Lembro de uma, na casa da segunda menina que me tirou o chão. Filha de um colega do meu pai, era uma confraternização entre os dois núcleos familiares. Cinco crianças. Ela e o irmão, eu e meus dois irmãos. Nós dois os mais velhos. Ela. Éramos crianças, mesmo. Dez e nove anos, os primogênitos.

Jogamos queimada e assistimos Esqueceram de Mim 2, justo enquanto comíamos o frango xadrez, com castanhas e amendoins que eu não posso esquecer. Brincávamos e nos divertíamos na cumplicidade de irmãos mais velhos.

Mas ela não era minha amiguinha. E eu não trabalhava, à época, com a noção de flerte. Era uma paixãozinha, mesmo, de corar as faces, de pensar escondido.

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