– ‘tá vendo aquelas formações lá? Então, é lá que a gente quer chegar!

Domingo passado iniciamos a pesquisa de locação para a cena do jantar no penhasco. Visitamos lugares mais próximos como a pedreira Paulo Leminski ou o Parque Tanguá apenas para nos certificar de que não estaríamos descartando uma possível locação de logística fácil simplesmente por ser ao lado de casa. A falta de um penhasco propriamente dito [ainda quero explorar melhor esta definição] e a paisagem urbana afastaram de vez tal hipótese.

Fomos, então, em direção ao segundo planalto, guiados pela memória das formações rochosas da região de São Luiz do Purunã e por uma pesquisa breve feita no Google Earth.

Fizemos uma primeira tentativa na estrada que dá acesso à Sociedade Thalia e encontramos um primeiro penhasco, que tinha até uma queda d’água meio escondida pelo mato! Dali, tínhamos vista para um outro penhasquinho, de acesso aparentemente fácil. Os inconvenientes eram uma serraria logo abaixo, um tanto predominante na vista, e um poste postado justo à beira do penhasco.

Percorremos a Estrada da Faxina buscando as Escarpas do Açungui, mas não nos pareceu que haja um acesso fácil até elas.

Chegamos, afinal, a uma locação bastante adequada, um ponto visível da estrada e que chama bastante atenção, à esquerda do viaduto antes do pedágio. São uns paredões em que eu reparo desde criança, quando passava por esta estrada rumo à casa dos meus avós, então vivos e morando em Cruzeiro do Sul, norte do Paraná. Como bem observou a Tamíris, esta busca é sui generis porque os escarpados são uma espécie de não-lugar [esta expressão eu trouxe agora], ou ao menos lhes falta o aspecto institucional [este termo foi que a Tamíris usou] que dá nome aos lugares, que os torna acessíveis, referenciáveis. Foi, portanto, assim que conseguimos acesso aos portentosos penhascos dificílimos de ignorar por quem quer que trafegue pela 277 sentido interior: “Como é que faz pra chegar lá?”, foi a pergunta que fiz à prestativa funcionária do pedágio.

Mais ou menos instruídos, fomos primeiro a um ponto de onde se tinha uma vista das paredes, do outro lado do vale, em relação à estrada. Quando nos dirigimos, afinal, aos penhascos propriamente ditos, descobrimos que são um ponto de prática de escalada e que o acesso é bastante fácil, sendo possível chegar de carro até bem perto de onde seria ideal gravarmos [à beira do abismo]. A D. Elza, que tem uma propriedade numa área em frente ao campo que desemboca nos paredões, não sabe de quem são as terras mas falou que o acesso ao lugar é livre e que não haveria problema em visitarmos o local ou filmarmos ali. Cogitei que talvez a porção elevada pertença aos terrenos lá de baixo e que por isso, talvez, a D. Elza não conhece os donos. Essa idéia reforça a noção do penhasco como uma espécie de não-lugar.

[a continuar: – prós e contras do melhor lugar até agora; – o que ainda há que ver?; – o que é um penhasco?; – à beira do abismo!]

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