O querer da obra X o querer do indivíduo

Venho pensando que a idéia abstrata de perseguir “o que a obra quer”, embora traga em si questões essencias deste projeto, vai de encontro com algo essencial ao envolvimento real de cada um de nós no processo: o nosso desejo individual, este que nos move em direção à ação, que nos envolve a ponto de ser inevitável criar ou fazer.

Pode-se conciliar o desejo individual sem que esse especifique-se em imagem/obra pronta? Quero dizer, pode-se desejar algo antes que este tenha forma?

Parece-me um aprendizado semelhante ao de amar sem possuir. “A obra/o outro não sou eu, portanto posso amá-la/desejá-la sem confundir o objeto comigo mesma” .

Deleuze diz que, quando se dialoga, não faz sentido concordar ou descordar, mas sim esgotar a capacidade da linguagem a ponto de descobrir do que exatamente estamos falando.

Com estes pensamentos, reitero a proposição do Gustavo na última reunião: a de que cada um fale sobre seus próprios desejos, sobre as primeiras imagens que a mente de cada um produziu ao conviver com a idéia desta refeição no penhasco.

Que questões lhe são importantes e estão refletidas nesta primeira fantasia.

No meio dela, da fantasia, há o desejo.

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One thought on “O querer da obra X o querer do indivíduo

  1. complementando com algo que a Raquel falou na reunião e que eu achei no Viepoints Book:

    “As Joseph Campbell has said: ‘Where you stumble, there you shall find your treasure’. We invite the stumbling.”

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